Minha Casa...Minha Alma...

Viagem com Tânia por um mar desconhecido...

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AO LUAR




Em casa,
entre quatro paredes,
no quarto,
na cama,
és dama,
visonha,
princesa
que sonha
castelos no ar.

À mesa
da ceia
ou na rede,
és peixe?
Que nada!
És sereia,
és super,
és lua,
és feixe
de luz
que brilha,
ilumina
e seduz
a todos,
em todo lugar.

Astro luminoso,
flutuas,
mulher-maravilha.
Vestida ou despida,
composta ou nua,
fascinas,
em casa e na rua.

És, sim, singular,
de assaz natural
e celeste beleza.
Sem par,
sem igual, 
altaneira,
tens nobreza
e entre tão meras estrelas,
tu és a primeira.

Tal qual superlua
que encanta, arrasa,
ofusca estrelas,
e segue imperando
no noturno céu,
assim é te ver,
te ver supernua
na penumbra, à sós:
Tu, lua, e eu,
desatando nós.
Ímã. Perigeu.

De perto és, enfim,
visão que abrasa,
que me deixa mudo,
me causa alvoroço,
desnuda, sem véu,
luar sobre a serra.
volúpia barroca.
Te vejo assim,
lua de veludo,
de carne e osso,
a pairar sobre a Terra.
Te quero no céu – 
céu da minha boca.

(José Waldeck, 03/02/2018)






 
José Waldeck
Enviado por Tânia de Oliveira em 04/02/2018
Alterado em 07/02/2018

Música: - Moonlight Sonata -- Beethov - Raymond Lefevre



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